Representantes distritais dos partidos com assento parlamentar reuniram-se esta segunda-feira para debater o encerramento das maternidades em Bragança. O PSD propõe a criação de uma comissão que defenda os dois serviços em Bragança e Mirandela com uma manifestação em Maio. O PS não apoia. O encontro realizou-se no Governo Civil e contou com a ausência do PCP e do Bloco de Esquerda. A iniciativa partiu dos sociais-democratas que propuseram criar uma comissão constituída pela sociedade civil para defender a manutenção das duas maternidades do distrito. Para além de impulsionar a constituição desta entidade, o PSD vai ainda organizar várias acções. Uma delas está já agendada para o primeiro domingo de Maio. No dia da Mãe vão ser feitas duas vigílias em frente aos hospitais de Bragança e Mirandela para defender as maternidades. Adão Silva, líder distrital do PSD garante que estas acções são para levar por diante mesmo sem o apoio dos socialistas. Neste encontro o PS deixou claro que não vai participar nestas iniciativas.
Mota Andrade, o presidente da federação distrital do partido considera que não é com manifestações que se resolvem os problemas considerando-as mesmo “demagógicas e populistas”. Adão Silva classifica esta atitude como sendo “pura subserviência” do PS de Bragança ao Governo. O parlamentar laranja diz que a distrital socialista não está a defender os interesses da população e acrescenta que o eleitorado PS não está com a federação, nesta matéria. Mota Andrade responde a Adão Silva na mesma moeda ao afirmar que quando foram extintos os serviços consulares, o então secretário de estado da saúde não se manifestou. Nesta reunião também estiveram representantes do CDS/PP que se manifestaram preocupados com o cenário de encerramento de uma maternidade no distrito de Bragança. Estiveram ao lado da posição do PSD, e garantem que vão participar em todas as acções cujo objectivo seja defender a manutenção dos dois serviços.
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Data: 2006-03-21