Só cinco governadores civis no país. Só cinco Centros Regionais de Segurança Social e outras tantas Direcções Regionais de Agricultura. Extinção das Sub-regiões de Saúde, Regiões de Turismo, IFADAP, IAPMEI. Segundo o Jornal Expresso estas são consequências da reorganização administrativa que o Governo se prepara para levar por diante. A proposta que poderá ser aprovada pelo Governo nos próximos dias prevê a divisão do país em cinco grandes regiões plano. A reforma vai pôr fim a 120 organismos públicos. Alguns deles vão entrar num processo de fusão. Treze lugares de Governador Civil desaparecem, 70% das chefias da administração pública acabam, os salários na máquina do Estado reduzem 30%, 75 mil funcionários vão ser avaliados e muitos ou são transferidos, ou vão para o quadro de excedentários, nomeadamente os não-qualificados.
Estes são números que o semanário Expresso dá como certos e que vão ser anunciados no final do mês. O Presidente da Federação Distrital de Bragança do Partido Socialista para já não quer comentar. Do lado da oposição não faltam críticas á proposta do Governo. Adão Silva do PSD diz que a qualidade de vida dos cidadãos vai estar em causa com a extinção de alguns serviços e que mais uma vez todos os benefícios vão para o litoral. Já José Brinquete da CDU crê que não vamos estar perante nenhuma regionalização, mas sim um claro reforço de poderes das Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional. As primeiras reacções de uma reforma cujos contornos devem ficar a ser conhecidos no final deste mês e que vai provocar mais u conjunto de extinções na região.
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Data: 2006-03-21