Abastecimento de água à vila de Moncorvo
O concelho de Moncorvo situa-se na zona mais seca do distrito. No entanto, parte dele é atravessado pelo rio Sabor e a franja mais a sul tem igualmente o Douro como fronteira.
Até há 2 décadas atrás, o concelho de Moncorvo era aquele que manifestava maiores problemas no abastecimento de água às populações. Todavia, a construção de 4 barragens – Vale Ferreiros, Vale Covo, Arroio e Palameiro – parecia ter resolvido o problema.
Só que a construção da barragem de Vale Ferreiros foi desde o início objecto de forte polémica porque o PS, então na oposição e já liderado por Aires Ferreira, sempre criticou essa solução por não se revelar suficiente para os anos de menor pluviosidade, como efectivamente veio a acontecer. De facto, só por duas vezes – 1989 e 1995 – é que encheu totalmente.
Este ano, após um ano de seca mais intensa, a situação no resto do concelho é boa, encontrando-se completamente cheias todas as outras barragens, já construídas pelos executivos dirigidos por Aires Ferreira. Só a de Vale Ferreiros é que está quase vazia, o que deixa perceber graves dificuldades de abastecimento da vila no próximo Verão, a menos que chova intensamente até lá.
Para prevenir uma possível situação de seca prolongada, a Câmara Municipal e as Águas de Portugal acordaram uma solução que passa pelo abastecimento da vila a partir da albufeira do Pocinho, com a implementação de uma ETA compacta. Esta solução vai obrigar a construir condutas entre o Pocinho e Moncorvo, passando por Sequeiros. O seu custo é de 750 mil euros aproximadamente, sendo que grande parte do seu financiamento é feito com dinheiros comunitários e a parte restante é garantida pelas Águas de Portugal.
Segundo o Presidente da Câmara de Moncorvo, Aires Ferreira, esta solução funcionará em princípio para os próximos 4 anos, após o que já deverá estar construída a barragem das Olgas, junto a Maçores, que resolverá definitivamente o problema do abastecimento de água à vila de Moncorvo.
Vale Ferreiros só para a vila
A água da barragem das Olgas servir-se-á da ETA da barragem do Arroio e aproveitará, a partir de Sequeiros, a conduta que agora for feita. Por outro lado, a ETA compacta a instalar este ano será mais tarde reutilizada pelas Águas de Portugal.
A situação de seca prolongada que se tem vivido, com a barragem de Vale Ferreiros a revelar-se uma não-solução, a Câmara Municipal decidiu financiar a Junta de Freguesia de Carviçais no sentido de reforçar a sua própria captação de forma a dispensar o abastecimento a partir da barragem de Vale Ferreiros.
Com os 60 mil euros que a Câmara vai transferir para a Junta de Carviçais, tanto a população desta freguesia como a de Mós deixarão de precisar da água de Vale de Ferreiros, que ficará exclusivamente ao serviço da vila.
Fonte:
Data: 2006-03-07