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 » Diversos :: Um ano de governação de Sócrates

Transcorre um ano sobre as eleições que entronizaram o governo de José Sócrates.
Vale a pena, nesta circunstância, fazer uma breve avaliação dos impactos deste governo de maioria absoluta no distrito de Bragança.
 
A primeira ideia que nos acode é que este governo não passa de um padrasto empedernido para os nordestinos.
Ao nível dos investimentos públicos e começando pelo domínio sensível da saúde, persiste o que vinha de trás e o que se esperava que pudesse iniciar-se, depois de anos de preparação, abortou. Temos, como caso paradigmático, as obras de ampliação do hospital de Bragança. Necessárias? Sem dívida. Urgentes? É evidente. No entanto, o Ministro da Saúde espatifou todas as expectativas e, onde deviam estar a decorrer as obras de ampliação, implantou-se... uma barraca!
Ainda no âmbito dos investimentos do Estado, vale a pena lembrar o episódio cómico que atravessou a ponte de Quintanilha.
Podia ter sido iniciada em Julho, o governador civil, angustiado com uma demora que não tinha justificação, veio tranquilizar-nos referindo que se iniciava em Outubro de 2005. Parece que, finalmente, a obra começou. Veremos se não pára!
Aguardamos pela solução que vai ser adoptada para a auto-estrada entre Vila Real e Quintanilha. Será concessão única? Será concessão agrupada com a auto-estrada Amarante Vila Real? Isto é, não se faz ou dá-se viabilidade económica a este investimento?
O Governo ao não aprovar o decreto-lei imprescindível para a concessão única, esmorece as esperanças e impossibilita o investimento. De facto, não haverá empresário tão estulto que concorra à concessão de um troço de auto-estrada de escassa circulação.
No plano da educação, no primeiro ciclo do ensino básico, o governo pretende concretizar um imperativo de modernização da escola e de valorização do acto pedagógico, agregando alunos isolados, impulsionando aprendizagens mais amplas.
Porém, a forma obstinada e autocrática como o está a fazer, em alguns casos, proporciona um efeito contraproducente, irritando famílias, humilhando autarquias, menorizando docentes e, o mais preocupante de tudo, perturbando as crianças.
O presidente da Câmara Municipal de Alfândega, João Carlos Figueiredo, fez muito melhor e com escassíssimos meios!
A agricultura continua a ser a base de sustentação económica e social do distrito. E certo que, em muitos casos, não passa de uma agricultura de sobrevivência, com baixa produtividade, recorrendo a técnicas ancestrais e escrupulosa com o meio natural.
Para esta agricultura a União Europeia paga ajudas. São as medidas agro--ambientais que, só neste distrito, abarcam vastos milhares de agricultores. Porém, o governo, apesar de ter elaborado as medidas, incentivado os agricultores a apresentarem candidaturas, assinado com eles contratos que impunham o pagamento de vastos milhões de Euros, vem agora dizer que não paga!
Que governo é este? O calote já chegou aqui? Pelos vistos, sim e do mais descarado!
O governo aposta em fazer uma regionalização do país, recorrendo a métodos indirectos, isto é, dando-a como facto consumado. Para tal, está a preparar medidas que, em breve, serão anunciadas e que vão no sentido de retirar serviços do distrito, para lhes dar o âmbito da região norte. Ainda não se sabe até onde vai a audácia, mas vale a pena seguir de perto a posição que o presidente da câmara de Mirandela, José Silvano, tem tomado: nunca acreditando em bondades, vai ameaçando, antes que seja tarde!
Um dos afazeres que mais inebria quem chega ao poder é ocupar os lugares da administração com prosélitos e amigos. É irremediável a dança das cadeiras.
Ora aquilo que se espera é que aqueles que são instituídos nos lugares sejam melhores do que os substituídos, tragam energias novas, conhecimentos mais inteirados.
Sem pretender comentar a generalidade das nomeações, não posso deixar de referenciar dois aspectos.
O primeiro: quem é nomeado tem obrigação de estar solidário com as políticas do governo, mas não tem de se esquecer das peculiaridades e das necessidades do espaço humano e institucional, que lhes coube.
Por isso, se o Governo discrimina negativamente o distrito, não dando verbas para investimentos em equipamentos de apoio aos idosos ou não colocando técnicos para apoio às comissões de protecção de menores, de nada nos serve o silêncio contemporizador da responsável da segurança social do distrito.
Por outro lado, tem sido um festim o processo de nomeação dos membros do conselho de administração do centro hospitalar do Nordeste.
Todos os lugares que a lei disponibilizava foram ocupados, o que é francamente um exagero, face à diminuta complexidade da governação da instituição. Por outro lado, o critério de nomeação do último membro, uma jovenzinha, acabada de licenciar, que, ao que se diz, tem como grande trunfo a relação com o dirigente distrital da Juventude Socialista, deixa meio mundo de boca aberta. Não poderia haver outros critérios?
Ou então, quem sabe, talvez tenha sido este o grande desígnio da criação do centro hospitalar: socorrer quem estava desempregado ou em emprego precário, abonando-o com elevados salários e incontáveis alcavalas!
Esperemos por mais um ano, sem desesperar, que a vida é curta.
Adão Silva



  Fonte:

  Data: 2006-03-07

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