Se a Direcção Regional do Norte do IPPAR se demitiu por causa do Túnel de Ceuta, alguém devia fazer o mesmo por causa do abandono a que este organismo tem votado a Dómus de Bragança. É o que defende o presidente da junta de freguesia de Santa Maria. A poucos meses dos turistas voltarem em força à zona histórica de Bragança, o autarca mostra-se revoltado com o silêncio dos responsáveis do Instituto Português do Património Arquitectónico relativamente à reabilitação do monumento nacional. Já há vários anos que a Dómus está a degradar-se, com infiltrações e falta de recuperação de estruturas. A juntar a isto o facto de não haver sequer um aproveitamento turístico, com a colocação de alguém responsável pela abertura do imóvel único na Península Ibérica. O IPPAR não dá respostas ás solicitações do poder local. Jorge Novo sente-se indignado com a má imagem que a cidade e o país dão aos turistas, face ao abandono a que a Dómus tem estado votada, daí que entenda que, tal como sucedeu relativamente ao Túnel de Ceuta, no Porto, também neste caso alguém deve assumir as responsabilidades. O autarca da zona histórica de Bragança lembra mesmo que a intervenção que tem sido reclamada é irrisória para os cofres do Estado. Menos de 100 mil euros.