O Presidente da Federação de Bombeiros de Bragança diz que vê com muita preocupação a nomeação de um militar para o cargo de Comandante do Centro Distrital de Operações e Socorro. Humberto Martins espera mesmo que isso não seja factor de desunião entre os bombeiros e a coordenação. O governador Civil de Bragança confirmou a notícia que a RBA lhe avançou, de que o próximo responsável pelo CDOS é o tenente-coronel Melo Gomes. Um militar proveniente do Regimento de Infantaria de Chaves. O coordenador deve começar a trabalhar na próxima semana e vai ter a coadjuva-lo, Guilherme Mamede, comandante dos Bombeiros Voluntários de Freixo de Espada à Cinta. Na reacção à nomeação de um militar para a liderança do Centro Distrital de Operações e Socorro, ouviram-se críticas por parte do comandante da corporação de Moncorvo, de que com esta decisão teria sido passado um atestado de incompetência aos bombeiros.
O governador Civil returque que isso é falso, argumentando que ninguém tem elogiado mais os soldados da paz do distrito que ele. Jorge Gomes justifica a escolha do tenente-coronel Melo Gomes, pelo facto do cargo poder ser ocupado por qualquer agente ligado à protecção civil e ao planeamento em situações de crise. Só que os argumentos do governador civil continuam a não ser bem aceites por grande parte dos responsáveis pelas corporações do distrito. Humberto Martins é o reflexo disso mesmo. O presidente da Federação Distrital de Bombeiros sublinha que não foram ouvidos no processo e que por isso a escolha pode criar problemas.
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Data: 2006-03-10