Há um espinho encravado no funcionamento a meio-tempo da junta de freguesia de Vila Flor. O lugar está a ser assumido pelo autarca local, o que não cheira nada bem à CDU. O único elemento comunista eleito para a assembleia de freguesia diz mesmo que a situação é ilegal. João Gonçalves refere que o autarca local está a aproveitar mal uma sugestão que ele tinha deixado.Numa assembleia de freguesia foi proposta a resolução da abertura diária da junta. Diz o representante da CDU que quando esperava a discussão pela fórmula como alguém poderia ser contratado para o efeito, o Presidente da Junta foi só comunicar que seria ele a abrir as portas da junta durante parte do dia.
João Gonçalves diz que a situação é ilegal e que perante uma imposição como essa, recusa-se a assinar a acta da assembleia. Se no funcionamento da junta, nem tudo são rosas para a CDU, o presidente da junta de vila Flor não vê o que possa estar errado, a não ser a má vontade comunista. José Luís Almeida garante que cumpriu a lei ao trabalhar a meio-tempo e com um ordenado de 563 euros. Assegura que a solução nem tinha que ser votada na assembleia. Só teve que dar conhecimento da decisão. Parece certo é que a abertura da Junta de Freguesia em Vila Flor vai manter a polémica por mais algum tempo.
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Data: 2006-02-24