Os munícipes de Moncorvo vão pagar mais pela água. A Câmara adoptou um tarifário de crise, devido à escassez que afecta, sobretudo a sede de Concelho. Se não chover mais, a vila só tem reservas para mais três meses. A Barragem de Vale de Ferreiros, que abastece Torre de Moncorvo só tem 150 mil metros cúbicos de água armazenada e o consumo mensal na vila é de mais de 30 mil metros cúbicos. Sem soluções imediatas para resolver o problema, a autarquia vai lançar já uma campanha com apelos claros à minimização nos gastos e ao mesmo tempo subiu os custos de consumo. Os escalões encurtaram e os preços aumentam, sendo que no caso de quem ultrapassar o normal paga mais de um euro e meio por metro cúbico. A decisão tem implicações já a partir do próximo mês.
José Aires, Vice-Presidente da Câmara de Moncorvo admite que estão numa situação difícil no que diz respeito ao abastecimento, caso não chova a vila fica sem água em Junho. A Câmara reuniu mais uma vez com responsáveis pelo Instituto Nacional da Água, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e a empresa águas de Trás-os-Montes. Foi estabelecido um plano de contingência que prevê várias soluções para a captação extraordinária de água desde o sabor. Ou pode vir a ser feita através de condutas colocadas na freguesia de Felgar, até à Barragem dos Ferreiros, ou montando na vila uma estação compacta de tratamento, captando a água na Foz do Sabor. Mas a solução que parece ser a mais viável, pode passar pelo aproveitamento das reservas na Barragem do Pocinho.
Já foi concursada colocação de condutas até uma estação de tratamento compacta próxima de Moncorvo. Condutas que mais tarde vão servir para levar a água desde a barragem das Ogas, que deverá estar pronta dentro de 3 anos e que será a solução definitiva no abastecimento á vila. Depois de estudados os gastos e os impactes de cada uma das soluções, a decisão deve ser tomada até final deste mês, para que em Março se façam obras no terreno. Certo é que a falta de água marca o dia a dia de Torre de Moncorvo. Por exemplo as piscinas municipais cobertas, que estão prontas há vários meses não vão funcionar tão cedo, porque os recursos hídricos têm que servir primeiro para matar a sede.
Fonte:
Data: 2006-02-24