Reacções e contestações
Na sua deslocação a Quintanilha, a Ministra da Educação não chegou a ouvir os protestos de um grupo de pais de alunos da escola de Milhão, que manifestavam o seu descontentamento pela deslocação dos seus filhos para Quintanilha. Alegam que a escola de Milhão tem mais alunos (7) que a futura escola de acolhimento, que tem apenas três. Os encarregados de educação alegam que o tempo de transporte dos filhos vai ser elevado e que vai prejudicar o sucesso escolar dos alunos.
Da parte da tarde estava agendada uma manifestação de um grupo de pais de aldeias de Vinhais que estão em desacordo com o agrupamento escolar em Ervedosa. Uma acção que acabou por não acontecer, pois os representantes foram ouvidos pela directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira.
O grupo de contestatários não entende que queiram agrupar crianças de Penhas Juntas, com 17 alunos, e Agrochão com 10, na escola Ervedosa, que só tem cinco alunos. Dizem ainda que têm o apoio dos presidentes de Junta segundo os quais a escola em Penhas Juntas “além do número de alunos também reúne as melhores condições físicas”.
Ameaçam que caso as suas reivindicações não sejam ouvidas não vão deixar as crianças irem à escola.
SPN contesta Ministra
Os representantes preferem mesmo deslocar as crianças para a vila de Torre D. Chama, no município de Mirandela, em vez de Ervedosa. O grupo não saiu satisfeito da reunião com a responsável “porque não nos deu garantias nenhumas de um recuo na decisão”, explicaram.
No entanto o aviso não se fez esperar da parte da Ministra da Educação e deixou um recado: “a contestação dos presidentes de Junta é um problema menor e não pode prevalecer sobre o interesse das crianças, até porque tenho a profundíssima convicção de que o que estamos a fazer é o melhor para as nossas crianças”, respondeu Maria de Lurdes Rodrigues.
Quem fez fortes criticas à passagem “fantasma” da responsável pelo Ministério da Educação por Bragança foi o Sindicato dos Professores do Norte (SPN) que entende que “tanto secretismo” deu a entender que a ministra “teve medo de se confrontar com a realidade do distrito”.
A responsável pela delegação do sindicato em Bragança, Alice Susano, diz que a Ministra veio à capital “entregar a coroa de flores ao funeral do encerramento maciço das escola da região”. Por isso, os responsáveis sindicais optaram por ignorar “ostensivamente” a presença de Maria de Lurdes Rodrigues, “porque nos recusamos a falar com uma senhora que não sabe o que diz nem o que faz, porque se soubesse não mandava fechar as escolas de uma só vez”, acusa.
A posição do sindicato é que a reordenação escolar devia ser feita por etapas, fechando inicialmente apenas as escolas com menos de dez alunos.
E.P.
Fonte:
Data: 2006-02-21