A administração das Águas de Trás-os-Montes vai avançar com um processo de declaração de utilidade pública dos terrenos onde quer instalar a Barragem das Veiguinhas. É esta a principal arma que vai ser usada pela empresa promotora do empreendimento a edificar na Serra de Montesinho e cujo objectivo é o de abastecer a cidade de Bragança. Este é um dado que a RBA está em condições de avançar e que o próprio presidente da Águas de Trás-os-Montes já confirmou. Sem revelar grandes pormenores sobre a estratégia que está a ser montada, Alexandre Chaves revela no entanto que esperam ter todo o processo concluído ainda este mês de Fevereiro. O anterior Governo, usou o estudo de impacte ambiental para chumbar a barragem das Veiguinhas e a empresa quer usar um escape legal com a declaração de utilidade pública, a que quer juntar argumentação que sublinha as vantagens ambientais da criação da bacia em pleno parque Natural, para além de inevitabilidade de este poder ser o único ponto de abastecimento de água para a cidade de Bragança, um dos aglomerados urbanos do país, mais desprotegido em tempo de seca.
Alexandre Chaves mostra-se convencido que vão ultrapassar toda a burocracia necessária e inverter a anterior vontade política do Ministério do Ambiente. A barragem das Veiguinhas é encarada como fundamental para a estabilização no abastecimento a Bragança. Em 2006, mais um ano seco, as dificuldades alastram-se no entanto a vários concelhos do Nordeste Transmontano. Desde cedo que já têm sido feiro avisos para que os consumos sejam moderados entre a população e a câmara de Bragança já decidiu começar a implementar contadores no meio rural. O Presidente das Águas de Trás-os-Montes acrescenta mais uma medida para consciencializar consumidores públicos e privados a gastar menos água. Em tempo de crise, deve ser criado um tarifário especial. Alexandre Chaves diz que as pessoas vão ter mais cuidados se isso lhes pesar na carteira. Vários autarcas de pequenos municípios, que cobram taxas muito reduzidas aos munícipes torcem no entanto o nariz à medida, porque acreditam que muitos não podem pagar mais pela água que gastam. O responsável pela empresa argumenta que ninguém é obrigado a praticar uma tarifa de crise igual, mas deve fazer sentir a penalização pela escassez do recurso.
Fonte:
Data: 2006-02-22