ICN nega nova sede ao PNM
O Parque Natural de Montesinho (PNM) não vai ter nova sede e os serviços vão continuar instalados no mesmo edifício que há 25 anos. Uma decisão que ficou conhecida após o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) ter comunicado ao Ministério do Ambiente a anulação do contrato para a elaboração do projecto de construção da sede do Parque Natural de Montesinho e do Centro de Interpretação da Natureza.
A Câmara de Bragança já tinha cedido o terreno para a construção da sede na Quinta da Trajinha e o projecto estimava a obra em um milhão e quinhentos mil euros. A elaboração do projecto do Centro Interpretativo já tinha sido candidatado ao Programa Operacional do Ambiente.
Correm especulações, que não pudemos confirmar, de que o recuo nas intenções do governo poderá resultar da intenção da tutela em transferir a sede para o concelho de Vinhais.
A situação gerou contestação na Assembleia Municipal de Bragança, na passada sexta feira, por parte da maioria do executivo
No entanto, a bancada socialista acusou o presidente da Câmara Municipal de Bragança de ter contribuído, “com as suas imposições e projectos megalómanos”, para o veto da nova sede do parque.
“Sede em Vinhais é um
disparate”
Jorge Nunes rejeita as acusações, dizendo que a autarquia apenas propôs o local e que nunca interveio na elaboração do projecto ou programa de concurso, alegando que esse foi sempre um trabalho da secretaria de Estado e do ICN.
Em relação aos rumores de uma possível deslocalização da sede para Vinhais, o autarca diz que isso só pode ser “um autêntico disparate porque o que está definido é que a sede é em Bragança e em Vinhais fica um conjunto de serviços, e nada mais do que isso é aceitável”.
Jorge Nunes diz que, independentemente da localização da sede na cidade, o importante é construir um novo edifício o mais rápido possível, “porque é uma vergonha que um dos principais Parques do país disponha daquelas instalações enquanto que há Parques em miniatura que dispõem de sedes que custaram mais de 5 milhões de euros, o que mostra falta de respeito com o interior do país”, acusa.
O edil lamenta ainda que só haja dinheiro para aplicar em Lisboa e que o veto negativo da nova sede mostra pouco respeito pelas pessoas que dignificam a instituição, “mas trabalham em condições precárias”, desde a fundação do PNM.
Jorge Nunes entende que as actuais instalações dos serviços centrais do Parque não dignificam a instituição e são um péssimo cartão de visita para os turistas que o visitam.
Fonte:
Data: 2006-02-21