Cerca de meia centena de dirigentes e técnicos de associações transmontanas, ligadas à CNA vão manifestar-se esta terça-feira em Lisboa. Uma vigília em frente à Assembleia da República pretende dar nota de que, segundo os protestantes, estão a ser praticadas politicas que são uma certidão de óbito à agricultura familiar da região. A Confederação Nacional de Agricultura acusa o ministro da tutela e a União Europeia de fazer orelhas moucas ás reclamações que têm sido apresentadas. A nível Interno lembra mesmo o facto de durante uma manifestação em frente á direcção Regional de Agricultura, em Novembro, ter sido entregue um documento com as principais reivindicações da agricultura familiar.
Armando carvalho da CNA refere agora que perante o desinteresse do governo, está na hora de se manifestarem. A interrupção do pagamento das medidas agro-ambientais, a ameaça de encerramento da Direcção regional de Agricultura e os aumentos das contribuições para a Segurança Social são alguns dos motivos de queixa. O dirigente da CNA sublinha no entanto que a agricultura familiar está com a corda na garganta em vários sectores. No leite, vinho e olivicultura, são três exemplos. Na sexta-feira vão reunir com o Ministro da Agricultura, insistindo que as medidas que preconizam para a agricultura familiar sejam incluídos no Plano nacional de Desenvolvimento Rural que vai ser lançado pela tutela.
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Data: 2006-02-21