O governo não vai colocar nenhum técnico nas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco do distrito de Bragança. A secretária de Estado Adjunta da Reabilitação anunciou esta sexta-feira, que só vão colocar elementos em locais onde existam anualmente mais de 150 processos. No distrito, nenhuma das Comissões atinge este número, em Bragança, só foram despoletados 80 casos em 2005. O estado anunciou que vai fazer um reinvestimento nestes organismos, já que considera que nos últimos três anos as comissões foram votadas ao abandono. Numa primeira fase o Ministério da Segurança Social revelou que vai colocar 150 técnicos, mas nenhum virá para o distrito. Idália Moniz reuniu esta sexta-feira com as comissões de Menores do distrito, para discutir sobre os principais que afectam estas organismos.
Um deles, a que a governante não conseguiu dar já uma resposta, é à falta de instituições para acolher menores em risco. No distrito muitas vezes não há vagas para receber as crianças, Idália Moniz refere que essa é um a questão que está a ser inventariada a nível nacional. A Secretária de Estado prometeu ainda assim que as instituições do distrito, tal como as restantes no país vão ter a integração de docentes a meio-tempo. Uma forma de interagir com os casos que surjam na comunidade escolar. Outro passo a ser dado é a criação de uma base de dados que permita a todos os parceiros que fazem parte da instituição, ter acesso ao evoluir dos processos. Idália Moniz referiu que os principais casos de menores em risco se concentram nas metrópoles do litoral. Em 2004 foram registados no país quinze mil processos, mas só 8% dos jovens tiveram promoção ou protecção no âmbito do conhecimento das autoridades.
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Data: 2006-02-20