É a segunda vez que acontece. Foi feito um novo aumento do capital social do Mercado Municipal de Bragança para fazer face ao deficit do equipamento. Na última sexta-feira, a Assembleia Municipal aprovou o aumento de capital da sociedade em 219 mil euros, mediante a emissão de quarenta e três mil e oitocentas acções, a cinco euros cada. O aumento é subscrito na íntegra pelo accionista “Câmara”, uma vez que o outro sócio, a empresa SIMAB declarou não estar interessada. Assim o município passa a deter cento e setenta e sete mil e oitocentas acções e uma posição de 884 mil euros. A injecção de capital vai permitir a satisfação integral e pontual dos compromissos assumidos, com a contracção do empréstimo a médio/longo prazo, destinado ao financiamento parcial da construção do edifício. Jorge Nunes não admite que este aumento é mais um balão de oxigénio e refere que este facto só é notícia, porque estamos perante uma empresa municipal.
Este tipo de aumento vai deixar de passar pela Assembleia Municipal, já que o presidente da câmara de Bragança revelou que vão adquirir as sete mil acções da SIMAB, cerca de 3,8% que detém na Sociedade do Mercado. A empresa quer sair, alegando que a função porque aderiu ao capital social já terminou. A SIMAB sublinha que a única função que lhe competia era a instalar o mercado. Jorge Nunes acrescenta que quando o município tiver 100% das quotas, as despesas de funcionamento passam a ser financiadas mediante um protocolo. O autarca admite ainda a instalação de serviços públicos nos espaços livres, dentro do Mercado Municipal. Uma forma dar utilidade a cerca de metade do 1º andar do equipamento. Lugares para os quais admite ter propostas, mas que podem não ser tão boas como a colocação de serviços de utilidade pública. Actualmente a taxa de ocupação do 1º andar é de 47%, sendo que o Cybercentro é o grande responsável por parte. A parte do mercado tradicional tem uma taxa de uso perto dos 95%.
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Data: 2006-02-20