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Estrangeiros recebem formação linguística para facilitar a integração no país de acolhimento

Todas as semanas, a Escola Secundária Abade de Baçal (ESAB), em Bragança, acolhe 21 alunos muito especiais. Oriundos de diversos países, estes estudantes frequentam o ensino recorrente com o objectivo de aprender português, a língua do País que os acolheu.
A funcionar em diferentes dias da semana, as aulas são leccionadas conforme o nível de aprendizagem de cada aluno, podendo variar entre o iniciado, intermédio e o avançado.
Este projecto, a decorrer há dois anos lectivos, partiu de uma iniciativa do Ministério da Educação e contou com a colaboração dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiros (SEF), para o levantamento dos dados relativos aos estrangeiros residentes no concelho. “Temos 256 imigrantes, mas somente 21 frequentam as nossas aulas”, referiu a coordenadora e docente do projecto, Fátima Castanheira. Este facto verifica-se, segundo a responsável, “porque alguns não sabem da iniciativa e outros não podem vir por motivos profissionais”.
Esta iniciativa visa dar resposta às necessidades da maioria destes cidadãos em termos de integração num novo país e numa cultura diferente e, até mesmo, no desempenho das suas funções profissionais. “Muitos deles têm estabelecimentos comerciais e a língua é utilizada como instrumento de trabalho”, assevera a docente, referindo-se à Comunidade Chinesa. Outros dos frequentadores do curso são imigrantes de Leste, do Brasil e dos PALOP’s.

Dificuldades acrescidas

Apesar do notório interesse dos estrangeiros pelas aulas e pelo conteúdo dos programas, são diversas as dificuldades com que Fátima Castanheira se depara. “Alguns alunos não sabem uma única palavra de português e outros são mesmo analfabetos”, sublinhou a responsável. Muitas vezes, a solução passa pela aproximação a outras línguas, como o espanhol ou o francês. “Tento pegar numa língua mais parecida com o português que eles conheçam e, a partir daí, vou associando os conteúdos”, referiu a docente.
Outra vicissitude encontrada é existência de profundas discrepâncias linguísticas e, até mesmo, culturais. “Temos que ter atenção a cada palavra que se diz e que se escreve, porque pode ser interpretada de maneira diferente por cada um”, salientou a coordenadora.
O primeiro nível de ensino, o de iniciação, é, na óptica de Fátima Castanheira, o mais árduo e custoso, uma vez que os alunos precisam ainda de ser muito “trabalhados”. Contudo, quando atingem o nível avançado, estes estudantes falam e escrevem português com uma clareza e habilidade impressionante.
Dado o elevado número de inscrições a iniciativa é, na óptica da docente, para continuar.

Por: Sandra Canteiro



  Fonte: Jornal Nordeste

  Data: 2006-02-14

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