Marcha-atrás no processo de construção da sede do Parque Natural de Montesinho. O Instituto de Conservação da Natureza recuou nas intenções de dotar a área protegida com novas instalações. Um propósito que já foi criticado pelo presidente da câmara de Bragança. A autarquia tem a indicação de que o ICN comunicou ao Ministério do Ambiente a anulação do contrato para a elaboração do projecto de construção da sede do Parque Natural de Montesinho e do Centro de Interpretação da Natureza. O Presidente da Câmara de Bragança, que também é o representante das autarquias na comissão directiva do parque, considera que com esta decisão o ICN não está a prestar um bom serviço ao Nordeste Transmontano nem ao país.
Jorge Nunes teme que a área protegida fique cada vez mais abandonada, já que as várias tentativas feitas até agora para a construção da sede, nunca foram avante. O autarca vai mais longe e diz que esta atitude, manifesta falta de coerência com os compromissos assumidos e pouco respeito pelas pessoas que dignificam a instituição. O concurso público já tinha sido autorizado e já havia equipa projectista. Jorge Nunes lamenta que só haja dinheiro para aplicar em Lisboa. O Presidente da Câmara de Bragança recorda que o Parque Natural de Montesinho está a funcionar em instalações precárias desde que foi fundado. Um cartão de visita pouco agradável para os turistas e más condições de trabalho para os funcionários. A Câmara de Bragança já tinha cedido o terreno para a construção da sede do parque situado na Quinta da Trajinha. A elaboração do projecto do centro interpretativo já foi candidato ao programa Operacional do Ambiente, um passo que ía permitir a construção da sede do Parque.
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Data: 2006-02-16