A Ministra da Educação vai ter uma manifestação popular á espera dela, quando esta sexta-feira estiver em Bragança. É certo que algumas freguesias do concelho de Vinhais vão mostrar a Maria de Lurdes Rodrigues que estão descontentes com a reorganização escolar. A estas aldeias podem juntar-se outras de Bragança, pelos mesmos motivos. A Ministra da Educação vem á região para tentar mostrar que o encerramento de escolas, com a concentração de alunos e professores em pólos educativos, é mais benéfica para o sistema de ensino. No entanto nem todos estão de acordo com o mapa escolhido para a edificação desses centros escolares. É o caso das freguesias de Agrochão, Edrosa, Vilar de Peregrinos e Penhas Juntas, no concelho de Vinhais.
Aldeias que se recusam a deixar levar as crianças para o pólo de Ervedosa, cuja localização consideram não servir os interesses locais. Miguel Joaquim Linhas, o presidente da junta de Penhas Juntas diz que no caso desta povoação têm mais do dobro dos alunos que Ervedosa e preferem que as crianças vão para Torre de Dona Chama. Os manifestantes vão concentrar-se ao princípio da tarde junto ao governo civil de Bragança, onde Maria de Lurdes Rodrigues vai reunir com os presidentes de câmara do distrito. Durante a manhã a governante vai ainda passar por algumas escolas do concelho de Bragança. Diga-se que a vinda da Ministra foi tratada com algum aparente secretismo, só poucas horas antes da vinda á região é que foi dada a conhecer oficialmente à imprensa, esta deslocação.
Entretanto a Ministra da Educação garantiu ontem, em Vila Real, que vai dar total apoio às autarquias em questões como os transportes, alimentação e reconversão dos estabelecimentos que vão acolher os alunos provenientes das escolas que vão encerrar. Uma das preocupações que os autarcas transmontanos têm revelado neste processo tem sido precisamente com os custos que o reordenamento escolar pode ter para os municípios. A ministra garante que os apoios vão ser dados de acordo com as necessidades de cada concelho. Maria de Lurdes Rodrigues explicou que o processo de reordenamento que está actualmente em curso vai levar ao encerramento de mais escolas do que aquelas que estavam inicialmente previstas. Disse no entanto que o número de estabelecimentos que vão encerrar, vai ser trabalhado até à abertura do próximo ano lectivo. Maria de Lurdes Rodrigues salientou ainda que a construção dos centros escolares depende das cartas educativas que estão a ser elaboradas e que deverão estar aprovadas até Abril, para posteriormente serem preparadas as candidaturas para o próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Fonte:
Data: 2006-02-10