Plano de emergência testado
Na passada sexta-feira decorreu um simulacro de incêndio na Escola EB 2.3 Augusto Moreno que visava testar a segurança e o plano de emergência daquela escola. Segundo esse exercício, um ferido grave e um ferido ligeiro foi o resultado de um incêndio que teve a sua origem numa caixa eléctrica da escola que fez deflagrar as chamas numa sala de aula, tendo-se propagado rapidamente pelo corredor e pela sala anexa.
O alerta teria sido dado por volta das 11 horas da manhã e os Bombeiros Voluntários de Bragança (BVB) tiveram que entrar pela janela exterior da sala para socorrer os feridos, que foram também evacuados pela mesma janela.
A pronta intervenção dos bombeiros evitou que o incêndio atingisse maiores proporções. Contudo o susto foi grande para a comunidade escolar, especialmente para os restantes alunos que foram evacuados para um recinto exterior com a ajuda de funcionários e docentes.
No local estiveram quatro viaturas de combate a incêndios, uma dezena de homens e duas ambulâncias, que transportaram os feridos para o hospital de cidade.
Este simulacro de incêndio, previsto no plano de segurança escolar daquele estabelecimento, decorreu conforme o previsto e serviu para testar as condições de segurança daquela escola.
O encarregado pela segurança, Artur Fernandes, mostrou-se satisfeito pela forma ordeira como os alunos foram evacuados, mas admite que têm que ser revistos alguns aspectos no plano de emergência, como o sinal de alarme e as saídas de emergência.
O responsável salientou a necessidade de haver dispersão de alunos pelas saídas de emergência, pois notou o facto de os alunos se terem cruzado com os bombeiros na principal saída da escola, “um facto que poderia trazer alguns problemas se o incêndio fosse real”, comenta.
Outro aspecto a ter em conta é a duração do sinal de alarme, “ porque pode não ser ouvido por todos, pois, nestas situações, a primeira atitude a tomar é desligar os quadros eléctricos”.
“Ainda há reparos a fazer…”
Durante este ano lectivo, o responsável planeia fazer ainda outro simulacro de emergência, mas apenas interno. Tanto um caso como outro são obrigatórios para o cumprimento do plano de emergência do edifício.
A escola tem cerca de 520 alunos e, aos olhos do comandante dos BVB, é um edifício bem adaptado para situações de emergência, “porque conta apenas com dois pisos, corredores amplos, bons acessos e está relativamente próximo ao quartel”, comentou.
Em relação aos restantes estabelecimentos de ensino da cidade, o responsável diz que ainda há alguns reparos a fazer porque algumas escolas ainda não concluíram o devido plano de emergência.
Fonte:
Data: 2006-02-07